Terapias Complementares
O que são Terapias Complementares?
São práticas terapêuticas que compreendem o ser humano de uma perspectiva INTEGRATIVA e HOLÍSTICA.
Integrativa pois é a ação integrada das habilidades cognitivas, emocionais e dos diferentes sistemas corporais que permite a manutenção da vida, da saúde e do bem estar.
Holística pois engloba a ideia de totalidade, na qual o indivíduo está inserido no contexto social, influenciando e sendo influenciado por ele. E o ser humano, enquanto espécie, inserido no contexto ambiental, planetário e por fim universal.
Tudo o que ocorrer a nível micro também afetará o nível macro. Estamos todos suscetíveis as leis físicas e universais. O ambiente, a qualidade do ar, dos alimentos, da água e também das nossas relações com o todo influenciam no nosso estado de espirito, na nossas reações emocionais e no nosso corpo.
Principais caraterísticas das Terapias Integrativas e Complementares:
- Centradas na relação harmônica entre homem e natureza.
- Defendem a ideia de que o ser humano possui a capacidade inata de cura e a natureza fornece os recursos necessários para que isto aconteça.
- Corpo, mente e espirito se complementam, se influenciam e criam um estado de saúde ou doença.
- É a visão de mundo que determina os comportamentos individuais.
- Os estados emocionais geram mudanças físicas e comportamentais.
- As condições do nosso corpo físico e do ambiente influenciam as -emoções, os comportamentos e a forma de perceber o mundo.
- Quando nossa postura física muda, mudamos nossos hábitos, nossas reações emocionais e nossa atitude perante a vida.
- Cuidar de si para cuidar do mundo.
- Viver plenamente, com consciência, com saúde e em harmonia com a meio ambiente.
- Conectar os pensamentos e as emoções com as experiências corporais.
Tocar, ouvir, falar, visualizar, sentir, perceber e intuir. Viver plenamente!
História das Terapias Complementares
Saúde é um conceito que compreende tanto o bem estar físico quanto o psíquico. A Organização Mundial da Saúde a define como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.
Com o advento da globalização a informação começou a ser veiculada de forma a atingir um maior número de pessoas em um curto espaço de tempo o que possibilitou o acesso a diferentes culturas e estilos de vida.
Novos olhares para o conceito de saúde e bem estar passaram a surgir, com isso técnicas diferentes de promoção e prevenção da saúde tem sido incorporadas a vida das pessoas.
A partir do movimento de contracultura da década de 60, oriundo da América do norte, houve uma aproximação entre o mundo oriental e o ocidental tendo como uma de suas características a busca por alternativas para alimentação, trabalho, moradia, entretenimento, relacionamentos, valores e autocuidado, muito mais centradas em manter o equilíbrio entre o indivíduo e a natureza (FEIJÓ, 2009).
A constituição da Organização Mundial da Saúde entrou em vigor em 7 de Abril de 1948, desde então tem colaborado de diversas formas na promoção da saúde e prevenção de doenças.
Em 2002 ocorreu a primeira estratégia global de Medicina Tradicional desenvolvida pela OMS e desde então ela tem sido constantemente revisada, adaptada e ampliada para que mais pessoas possam ser assistidas.
No Brasil, foi depois da aprovação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) para uso no SUS (Portarias Ministeriais nº 971 de 03 de maio de 2006, e nº 1.600, de 17 de julho de 2006), que teve início a implementação de medidas baseadas em objetivos como a incorporação, o acesso a PNPIC e a promoção da participação ativa dos usuários, trabalhadores e gestores.
No que se refere as diretrizes da PNPIC pode-se citar a disponibilização de informação a população, a capacitação dos profissionais do SUS e a inserção da PIC em todos os níveis de atenção (BRASIL, 2006).
A Organização Mundial da Saúde (OMS), após a Conferência Internacional de Medicina Tradicional dos países do sudeste asiático em fevereiro de 2013, introduziu a Estratégia de Medicina Tradicional para 2014-2023. Esta nova estratégia analisa o grande potencial que a Medicina Complementar e Tradicional (MC&T) tem para contribuir com a saúde, o bem estar e o cuidado centrado nas pessoas. Para isso pretende promover o uso efetivo e seguro da MC&T através da regulamentação, pesquisa e integração dos produtos, das práticas e dos praticantes (OMS, 2013).