Psicanálise
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QUANDO BUSCAR A PSICANÁLISE?
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Eu diria que SEMPRE! Ela pode ser útil em diferentes contextos da vida. Se você está em um momento de transição profissional, mudando de cidade, em um termino de namoro, passando por um luto, se esta tendo que lidar com algum tipo de doença física ou transtorno psicológico. Se esta vivenciando conflitos familiares, em relacionamentos ou no trabalho. Se você sente insegurança, desanimo, carrega algum trauma. Ou se você simplesmente deseja se conhecer melhor, aumentar a sua produtividade, tornar suas relações mais saudáveis, vencer medos, enfim, a psicanálise pode lhe trazer benefícios em qualquer situação.
OS TRÊS MOMENTOS DAS SESSÕES DE PSICANÁLISE
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O primeiro momento, denominado de Analises Preliminares tem como objetivo a realização de uma entrevista para coletar dados pessoais do analisando, o motivo de sua procura pela analise, sua historia de vida. Também serve para esclarecer duvidas referentes aos atendimentos, horários, freqüência, pagamento, faltas, ferias, etc. É também quando se institui o vinculo entre analista e analisando, para que o processo transferencial ocorra e assim a analise possa seguir para o segundo momento.
O segundo momento é quando propriamente inicia-se a Livre Associação, que consiste em permitir que o analisando se expresse livremente, falando sobre tudo o que desejar, pois é através da fala que é possível compreender de que forma o inconsciente esta estruturado enquanto linguagem, para então prosseguir para o terceiro momento.
O terceiro momento é caracterizado pelo inicio das intervenções do analista e tem como objetivo conscientizar o analisando sobre o que é possível perceber de funcionamentos inconscientes no seu discurso e como isso influencia seus comportamentos. Para isso o analista repete partes dos seus discursos, sugere interpretações, gera questionamentos sobre as falas do analisando, destaca atitudes que se reptem durante a livre associação para que assim o analisando possa elaborar suas verdades de uma forma diferente e ressignificar seu discurso e seus comportamentos.
É muito importante mencionar que a função do analista é questionar o analisando deixando que ele mesmo chega as suas próprias conclusões. O analista não dá conselhos e nem determina como o analisando deve agir ou se comportar. O objetivo é trazer para a consciência do analisando seu padrões inconscientes de comportamento.
A CURA NA VISÃO PSICANALÍTICA
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Na abordagem psicanalítica a visão sobre o processo de cura se diferencia do usado no meio medico, onde tem-se a idéia de uma eliminação completa de uma doença.
No que se refere a psicanálise, a ideia de cura tem relação com uma tomada de consciência a respeito de si, da forma como o sintoma se configura e o que ele significa para o individuo. Trata-se de um processo de elaboração cognitiva a cerca do que está por trás da causa, da manifestação e do resultado fisco ou mental que o conflito psíquico ocasiona. Podemos falar de um amadurecimento da consciência e de uma ressignificação da relação do sujeito com o sintoma e consigo mesmo. O objetivo maior da psicanalise permeia a ideia de fortalecer o Ego do individuo para que o mesmo possa lidar de uma maneira mais harmônica e consciente com as demandas do ID (inconsciente), do Super Ego (representante das leis e proibições) e do mundo externo.
Psicanálise, um método investigativo
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A psicanálise é uma ciência baseada na hermenêutica, ou seja, na investigação e interpretação do significado implícito das coisas, neste caso, o das atividades psíquicas, do comportamento, da fala, etc.
A psicanálise é uma disciplina terapêutica baseada em três pilares: num corpo teórico composto por um conjunto de saberes teoréticos e psicopatológicos, na prática clínica propriamente dita, onde se desenvolve o tratamento através da "cura pela fala" e num método investigativo que busca interpretar o simbolismo intrínseco, muitas vezes inconsciente, das palavras, dos atos falhos e dos sonhos.
Foi desenvolvida no final do século XIX e teve como marco a publicação do livro A Interpretação dos Sonhos, em1900, escrito por Sigmund Freud alguns anos antes.
A psicanálise enquanto prática terapêutica, busca, através da livre associação o reconhecimento de transferências inconscientes do analisando para com o analista. Além das transferências, também ocorrem as resistências, formas de defesa do ego, que possuem grande importância no processo de conscientização do sujeito a respeito de si
mesmo.
As transferências inconscientes revelam o desejo pelo objeto faltante, desejo gerador de angústias e de sofrimento, devido à impossibilidade de manifestação do mesmo em decorrência das normas morais e imposições sociais. E é nesse processo de perceber o conflito entre o desejo do indivíduo e as formatações impostas pela atuação do superego e do ambiente, que se desenvolve o ato analítico.