Meditação
A meditação é caracterizada pela utilização de diferentes técnicas que tem como objetivo comum desenvolver a consciência e o controle sobre os processos mentais, comportamentais e físicos.
Utilizando diferentes métodos como respiração, silêncio, fechar os olhos, relaxamento ou adotando um objeto de meditação é possível diminuir o ritmo ansioso da mente e assim gerar transformações positivas no funcionamento do cérebro e do corpo (JOHNSON, 1982).
História:
A meditação, como a conhecemos agora, percorreu um longo caminho no qual sofreu modificações no contexto e no significado que carregava.
Para alguns historiadores os primeiros registros escritos surgiram na Índia aproximadamente em 2.000 A.C como consequência das invasões dos Árias, povos provenientes do Norte.
Segundo JOHNSON (1982) é a partir de 500 A.C. que os escritos começam a retratar os métodos meditativos. Um destes textos foi registrado por Chuang-Tsu, em 300 A.C., e aborda técnicas de meditação chinesa de forma metafórica.
Tanto a filosofia budista quanto a religião hinduísta estão bastante relacionadas a meditação. Ambas são caracterizadas por diferentes escolas filosóficas que acabaram direcionando seus estudos para sistemas específicos de ensino.
Como a meditação age no cérebro e no corpo?
O desejo de meditar e a focalização da atenção são processos cognitivos conscientes e são ativados pelo córtex pré-frontal e pelo giro cingulado no hemisfério direito do cérebro.
A postura estática e os olhos fechados contribuem para que o cérebro diminua sua reatividade a estímulos externos e influenciam a liberação do neurotransmissor inibitório GABAb fazendo que a percepção e a relação que o indivíduo tem entre si e o espaço que ocupa se modifique.
A amígdala (presente no cérebro) torna-se menos reativa e com isso o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal também torna-se inativo, contribuindo com o decréscimo do nível de cortisol no corpo.
Comportamentos como o agressivo e o ansioso, que estão estritamente relacionados a atividade da amígdala, são amenizados.
A permanência no processo meditativo gera modificação no padrão das ondas cerebrais, distinguindo-se dos padrões encontrados em outras tarefas cognitivas.
Ocorre maior atividade das vias dopaminérgicas e em consequência a liberação de opioides endógenos colaborando assim com a diminuição da sensação dolorosa.
Seguem-se uma sequência de alterações neuroquímicas que têm como resultado uma percepção de bem estar, de pertencimento e de prazer que condizem com os relatos escritos em antigos textos, que denominavam tais estados como nirvana ou samadhi.
Unindo alongamento e meditação:
O alongamento consiste em qualquer forma de exercício submáximo, que visa a manutenção da flexibilidade e a realização de movimentos de amplitude normal com o mínimo de restrição física possível.
Um dos benefícios da realização do alongamento estático é que ele requer menos energia e alivia as dores musculares.
Além disso, com esse tipo de alongamento, quando realizado de forma isolada ou de maneira global, obtém-se aumento da flexibilidade e relaxamento.
A incorporação do alongamento na prática de meditação pode contribuir positivamente para o bem estar, saúde e a qualidade de vida, pois elimina as tensões e relaxa o corpo, facilitando o processo meditativo.
